O mercado financeiro já incorporou parte significativa do cenário eleitoral apontado pelas pesquisas e pode ter uma reação mais limitada na 2ª feira (5.out.2026) caso o resultado do 1º turno fique próximo do esperado.
A avaliação de analistas ouvidos pelo Poder360 é que uma reprecificação mais forte de dólar, Bolsa e juros só ocorreria diante de uma surpresa relevante nas urnas ou de sinais sobre a política econômica que poderá ser executada a partir de 2027.
Para Fábio Murad, consultor da Wiser Asset, a curva de juros, principalmente nos vencimentos longos, tende a ser o principal termômetro de uma mudança na percepção de risco fiscal e de política econômica.
O câmbio e a Bolsa também podem reagir, mas parte da movimentação dependerá do cenário global. Segundo ele, depois do 1º turno, a atenção deve migrar para as sinalizações econômicas dos candidatos e para a composição do Congresso.
Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, afirma que o mercado deverá observar a trajetória dos gastos, da dívida pública, o cumprimento das regras fiscais e a formação da equipe econômica.
Uma percepção de maior previsibilidade das contas públicas pode reduzir o prêmio de risco, com efeitos sobre juros futuros, câmbio e custo de capital. No sentido contrário, maior incerteza fiscal pode pressionar a curva longa e ampliar a volatilidade dos ativos brasileiros.
Congresso no radar
A composição do Congresso será outro ponto observado pelos investidores.
