A saída do deputado federal Abilio Brunini (PL-MT) para assumir a Prefeitura de Cuiabá, capital de Mato Grosso, em janeiro de 2025, colocou em evidência uma dúvida comum entre eleitores: por que os senadores têm suplentes definidos em chapa, enquanto os deputados federais não? A resposta está no sistema eleitoral adotado para cada cargo.
Quando Brunini renunciou ao mandato, quem assumiu a cadeira não foi um nome escolhido por ele, mas sim o próximo da lista do seu partido, o Partido Liberal (PL). O escolhido foi o empresário e ex-vereador de Rondonópolis (MT) Rodrigo da Zaeli, que havia ficado como segundo suplente da sigla em 2022 e subiu para primeiro depois a morte da deputada Amália Barros (PL) em 2024. Zaeli tomou posse em 1º de janeiro de 2025 e cumpre o restante do mandato.
O sistema majoritário: Senado
A eleição para o Senado segue o sistema majoritário, no qual ganha o candidato mais bem votado, sem depender do total do partido. O eleitor vota na chapa completa, o que torna o suplente uma escolha prévia e estratégica, e não um substituto que sobrou da disputa.
Cada candidato a senador registra, no momento da candidatura, dois suplentes que o acompanham em uma chapa única. O primeiro suplente assume o cargo em caso de afastamento ou vacância do titular. Se o primeiro também estiver impedido, o segundo assume.
