A Força Aérea do Paquistão atacou 10 locais no Afeganistão na quarta-feira (30), sua segunda rodada de ataques em quatro dias, após três meses de relativa calma ao longo da fronteira de 2.600 quilômetros entre os dois países.
Islamabad afirmou ter atacado esconderijos de militantes em retaliação a drones lançados a partir do Afeganistão. Cabul negou o envio dos drones e declarou que as sete vítimas fatais afegãs nos ataques desta semana eram todas civis.
Veja o que está impulsionando a mais recente escalada e por que as tentativas anteriores de contê-la fracassaram.
Por que antigos aliados se voltaram um contra o outro?
Inicialmente, Islamabad via o governo do Talibã como um possível aliado quando o grupo retornou ao poder no Afeganistão, em 2021. O então primeiro-ministro Imran Khan saudou o retorno do Talibã, afirmando que os afegãos haviam “quebrado as correntes da escravidão”.
No entanto, a frustração paquistanesa logo cresceu, à medida que militantes deflagravam insurgências cada vez mais amplas no sudoeste e no noroeste do Paquistão.
Desde então, o Paquistão acusa sua arquirrival, a Índia, e o governo do Talibã em Cabul de fornecerem fundos e armas aos militantes, além de oferecerem um refúgio seguro no Afeganistão. O Talibã afegão e o governo indiano negam essas acusações.
