Nas eleições de 2026, o Instituto Questão de Ciência (IQC) se uniu com a Super e com a Veja Saúde para avaliar as propostas dos candidatos à presidência em ciência, tecnologia e saúde. As reportagens serão publicadas até 4 de outubro, o dia do pleito, nos sites das duas revistas. Acompanhe aqui e nas redes sociais: @iqciencia, @revistasuper e @veja_saude.
Nos anos 1980, as linhas de produção tinham um peso bem maior na economia brasileira, especialmente porque a Ditadura Militar protegia as fábricas nacionais da concorrência com os importados. Essa política perdurou até o governo Collor. Em 1986, a indústria de transformação - aquela que converte matéria-prima em produto - respondia por 27,3% do PIB. Em 2025, essa fatia havia caído para 13,7%, segundo um levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), baseado em dados do IBGE. Com a desindustrialização em curso, o setor de serviços - que vai de comércio e restaurantes a desenvolvimento de software - ganhou espaço no PIB e na oferta de empregos.
Enquanto isso, a agropecuária e a mineração tomaram espaço das manufaturas no nosso leque de exportações. Dos anos 2000 em diante, a expansão econômica acelerada da China gerou uma demanda inédita por comida, transporte, habitação e infraestrutura para uma população de bilhões. A procura aumentou o preço das commodities - mercadorias de preço volátil como soja, petróleo e minério de ferro, negociadas em grandes quantidades.
