A iniciativa da Índia de verificar a elegibilidade de cerca de um bilhão de eleitores colocou a ECI (Comissão Eleitoral da Índia) sob intensa investigação pública, com partidos de oposição alegando manipulação das listas de eleitores e a exclusão de milhões de pessoas.
Uma reportagem publicada na semana passada pelo jornal Indian Express apontou a existência de divisões internas no órgão eleitoral em relação às listas e aos procedimentos de registro, alimentando ainda mais as preocupações sobre a sua neutralidade.
Na dia 25, o partido de oposição Congresso realizou protestos em todo o país exigindo a renúncia do chefe da ECI, Gyanesh Kumar. O movimento juvenil “Cockroach” (das baratas), que conta com milhões de apoiadores, também anunciou que iniciaria protestos por toda a Índia em 2 de outubro, caso Kumar não renuncie.
A Índia iniciou a verificação de suas listas de eleitores no ano passado, antes das eleições no estado de Bihar, no leste do país. A revisão já abrangeu a maioria dos estados indianos.
Embora revisões nas listas de eleitores sejam procedimentos de rotina, esta etapa tornou-se controversa depois que um grande número de eleitores em estados como Bihar e Bengala Ocidental constatou a ausência de seus nomes nas listas eleitorais, ficando impossibilitados de votar.
Partidos de oposição, incluindo o Congresso, acusaram Kumar de parcialidade e alegaram que o processo beneficia o partido do primeiro-ministro Narendra Modi, o BJP (Bharatiya Janata Party).
