Desde 1996, o Brasil tem a tecnologia como a sua maior aliada na manutenção da democracia. As urnas eletrônicas completam 30 anos sendo um dos sistemas mais robustos do mundo, em termos de segurança, apuração de votos e fiscalização. Mas você já parou para pensar no que acontece após o famoso som do “confirma” e como o seu voto é protegido e garantido com sigilo absoluto? A engenharia por trás do dispositivo teve avanços significativos nos últimos anos.
Em entrevista ao Podcast Canaltech, o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Júlio Valente, explica que o voto eletrônico surgiu como uma saída para eliminar fraudes históricas do voto de papel em três fases críticas: coleta de votos, apuração na seção eleitoral e totalização das eleições.
Foi a partir dos anos 2000 que esse sistema passou a ser adotado de forma mais ampla nas eleições. Em um dia de votação, a urna permanece em estado de espera e fechada até que o próprio cidadão a habilite utilizando sua biometria, o que já atinge cerca de 90% dos eleitores brasileiros. O secretário explica que o mesário tem apenas a função de identificar qual eleitor está na fila.
Este ano, a votação acontece para seis cargos eletivos:
Deputado Federal
Deputado Estadual
Senador (2)
Governador
Presidente
Júlio adianta que a interface da urna este ano contará com uma barra de progresso no topo da tela e uma fonte adaptada de alta legibilidade para pessoas com baixa acuidade visual.
