O foco da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na véspera do primeiro turno da eleição presidencial é tentar evitar a abstenção; já o de Flávio Bolsonaro (PL), é de forçar o voto útil do eleitor.
Acontece que, historicamente, a abstenção, o número de pessoas que decidem não votar, é maior entre públicos que votam maioritariamente em Lula. São exemplos o eleitor com mais de 70 anos, que não são obrigados a ir às urnas, e os mais pobres.
O petista tem pedido repetidamente em seus discursos que o eleitor “70+” vá às urnas no domingo (4). E o PT (Partido dos Trabalhadores) mobiliza campanha mobilizar os idosos. A sigla tenta divulgar que o voto servirá como prova de vida do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Preocupação a parte, a campanha de Lula relata, nos bastidores, alívio com melhora marginal do petista em pesquisas de intenções de voto. A liderança em Minas Gerais, apontada por exemplo pela Datafolha, é um dos principais motivos de celebração.
Já Flávio Bolsonaro dá gás ao pedido de voto útil. Ou seja, o apelo para que eleitores que pensam em votar em seus adversários de direita adiantem a escolha pelo senador em primeiro turno. Uma de suas principais frases tem sido “não deixe para depois o que você pode já fazer no primeiro turno”.
A intenção é capturar votos de eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).
