A sequência de decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), muitas delas conflitantes, no período eleitoral, foi uma mostra que questões políticas têm influenciado na atuação dos ministros. Muitos pedidos ou recursos têm sido enviados diretamente aos ministros mais simpáticos a determinada causa, o que, aparentemente, tem favorecido o acolhimento da demanda.
Para o advogado Alberto Rolllo, especialista em Direito Eleitoral, antes de correções de regras para controlar este tipo de procedimento, é fundamental que os próprios ministros se conscientizem dos problemas que isso tem causado.
"Os ministros têm que se acertar politicamente", afirmou o jurista a Oeste. Eles têm que decidir e resolver que eles têm que decidir juridicamente. Não tem que haver grupos. O grupo do Moraes e o grupo do Mendonça, não é isso. Eles são ministros e têm que decidir a construção de acordo com a lei."
A situação se intensificou nos últimos dias, em função de determinações do ministro André Mendonça, na sexta-feira 25, na condição de membro do TSE, de retirar posts que associavam Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a um suposto plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Flávio Dino, como ministro do STF, acolheu no domingo 27 um pedido do publicitário Antônio Tabet, um dos que tiveram a postagem retirada, de suspender a decisão de Mendonça.
