A possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras ganhou novo capítulo após a revelação de que o governo americano planejou destinar US$ 1 milhão a um projeto chamado “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”. A Advocacia-Geral da União acionou a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República para apurar quem seriam os destinatários dos recursos e se houve interferência no processo eleitoral. Até o momento, não está comprovado que o dinheiro tenha sido recebido pelo PL ou pela campanha de Flávio Bolsonaro.
A legislação brasileira prevê consequências graves caso seja comprovado que um partido recebeu recursos financeiros de procedência estrangeira. O artigo 28 da Lei dos Partidos Políticos determina que o TSE pode cancelar o registro civil e o estatuto de uma legenda quando ficar provado o recebimento desse tipo de recurso, após processo regular, ampla defesa e decisão definitiva. Portanto, uma eventual consequência contra o PL dependeria da comprovação de que a própria sigla recebeu ou utilizou recursos estrangeiros, não apenas da existência de financiamento americano a organizações brasileiras.
Separadamente, o PT já pediu à Justiça Eleitoral a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro e a apuração de eventual financiamento ou atuação estrangeira em benefício de sua candidatura. Esse pedido ainda precisa ser analisado e não significa que a candidatura será automaticamente cassada.
