Os historiadores costumam apontar o Egito Antigo como o primeiro momento em que as pessoas usaram anéis de forma habitual. Os faraós os usavam como uma representação da eternidade, o símbolo do círculo, que não tem começo nem fim, era uma ótima metáfora para isso. Mas egípcios de menor poder social também os utilizavam como ferramenta para selar documentos e recipientes.
Os egípcios também foram os que inauguraram o uso como símbolo de afeto e compromisso entre um casal, a partir da dinastia ptolemaica (de 305 a.C. a 30 a.C.), embora esse não fosse um costume adotado por todos. Assim como para os faraós, o anel circular representava o amor eterno e a continuidade do casal para sempre. Além disso, o formato de círculo também aludia ao Sol e à Lua, ambos sagrados e adorados pelos egípcios.
Esses anéis de casais eram feitos de cânhamo ou juncos, materiais que não duravam muito, portanto acabavam substituídos por outros de couro ou marfim. Quanto mais caro o material, maior era a demonstração de amor da pessoa que presenteava.
Acredita-se que o costume de trocar ou presentear alianças tenha se espalhado para a Grécia Antiga, embora os gregos usassem os anéis como símbolo de amor, não de casamento. Posteriormente, o costume foi herdado pela Roma Antiga.
Por que casais usam alianças? Entenda o costume que já existe há 3 mil anos
