O Projeto de Lei 2307 de 2026 exige que as empresas com 20 ou mais funcionários adotem programas de acolhimento e reintegração para trabalhadoras que retornam da licença-maternidade. A ideia é garantir a permanência da mulher no mercado de trabalho e combater demissões após o período de afastamento.
O texto em análise na Câmara dos Deputados estipula, no mínimo, uma entrevista de alinhamento com a profissional logo no retorno às atividades. Esse encontro servirá para definir tarefas, alinhar escopo de atuação e atualizar a trabalhadora sobre eventuais mudanças organizacionais ocorridas durante a ausência.
Além disso, a proposta determina a preservação do cargo da trabalhadora, da função exercida anteriormente e da carga horária contratada antes da licença. Essas condições somente poderão ser alteradas em casos de recomendação médica, solicitação expressa da empregada ou mediante negociação coletiva.
Proteção no trabalho
A autora do projeto, deputada Denise Pessôa (PT-RS), afirmou que a estabilidade provisória determinada hoje, de 5 meses após o parto, mostra-se insuficiente para a manutenção dos empregos das mães. “A maternidade não pode representar obstáculo à permanência da mulher no mercado de trabalho”, disse a deputada.
A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Lei 9.029 de 95, que proíbe práticas discriminatórias para fins admissionais ou de permanência no emprego.
