Quando as eleições se aproximam, uma das principais dúvidas que surgem nos buscadores da internet é se eduardo paes é de direita ou de esquerda. A resposta para essa pergunta não cabe em uma definição binária simples, exigindo uma análise profunda do histórico do político fluminense. Atualmente liderando a disputa pelo governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2026, o ex-prefeito carioca representa um fenômeno peculiar no xadrez nacional. Ele consegue transitar entre o eleitorado conservador e a base progressista, esvaziando a polarização que domina grande parte do país. Compreender esse perfil é essencial para decifrar as engrenagens do poder em um dos estados mais complexos da federação.
As raízes partidárias e o nascimento na centro-direita carioca
Para entender o comportamento do candidato, é preciso voltar aos anos 1990, quando ele deu seus primeiros passos na vida pública. A origem política de Eduardo Paes está fincada nas bases da centro-direita brasileira. Ele iniciou sua trajetória na juventude do antigo Partido da Frente Liberal (PFL, que depois virou DEM e hoje integra o União Brasil), apadrinhado pelo então prefeito Cesar Maia. Naquela época, o discurso do jovem político era fortemente ancorado na eficiência da máquina pública e na responsabilidade fiscal, pautas tradicionalmente associadas ao espectro destro.
Durante essa fase de consolidação, ele também teve uma passagem expressiva pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
