O transplante capilar costuma ser apresentado como uma solução duradoura para quem deseja recuperar áreas com pouca ou nenhuma quantidade de cabelo. O procedimento redistribui fios de uma região doadora, geralmente localizada na parte posterior ou lateral da cabeça, para áreas em que houve a perda capilar. Mas isso não significa que o resultado permaneça necessariamente igual ao longo dos anos.
A expectativa de que o transplante seja uma solução definitiva pode levar a uma interpretação equivocada. Embora os fios transplantados tenham características que favorecem sua implantação e não caiam mais, o cabelo que já existia na região que recebeu o procedimento continua sujeito aos processos naturais de queda e afinamento. É justamente essa diferença que ajuda a explicar por que algumas pessoas voltam ao consultório anos depois para realizar um novo transplante.
Segundo Thiago Bianco Leal, cirurgião especialista em transplante capilar, a alopecia androgenética, forma mais comum de calvície, não tem cura, mas pode ser estabilizada com tratamento. Por isso, o acompanhamento médico e o controle da progressão da perda capilar são importantes mesmo depois da cirurgia.
“O transplante recupera a região que o paciente já perdeu ou aumenta a densidade nas áreas em que ele perdeu volume. Esses fios transplantados não caem mais. Porém, os fios nativos, que não foram transplantados, continuam com a mesma tendência de atrofia e posterior queda.
