A tentativa de sequestro de um voo da Flydubai soma-se a um ano de crise para as companhias aéreas do Oriente Médio, que já enfrentam a desaceleração nas vendas de passagens e a alta nos preços dos combustíveis decorrentes da guerra na região.
Os reinos do Golfo investiram bilhões para se transformar em centros globais de viagens e conexões de classe mundial.
No entanto, os viajantes estão cada vez mais relutantes em passar por hubs internacionais como Dubai, após a guerra liderada pelos EUA no Irã ter deixado milhares de passageiros retidos no início deste ano.
Em agosto, a demanda por viagens aéreas nas companhias do Oriente Médio caiu 14,6% em relação ao ano anterior, contrastando com um aumento de 0,6% fora da região, segundo a IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo).
O incidente recente pode desestimular ainda mais as viagens na região e aumentar a pressão por melhores medidas de segurança entre as companhias aéreas do Oriente Médio. Israel anunciou que intensificaria as verificações de segurança depois que um dos pilotos aparentemente tentou provocar a queda do voo que seguia de Dubai para Tel Aviv.
Segundo a IATA, espera-se que o conflito no Oriente Médio reduza pela metade a lucratividade das companhias aéreas neste ano em comparação com 2025.
O setor já enfrenta o aumento das despesas operacionais e dos custos de combustível, além de uma crescente escassez global de tripulações aéreas.
