A tecnologia deixou de aparecer nos programas presidenciais apenas como sinônimo de modernização administrativa ou expansão da internet. Uma análise de 6 planos de governo apresentados para a eleição de 2026, revelou que referências a Inteligência Artificial, dados, Ciência, conectividade e infraestrutura digital cruzam-se com propostas para saúde, educação, indústria, segurança, serviços públicos e inserção internacional do Brasil.
O ponto de interesse, para quem acompanha a campanha, está menos em contar quantas vezes cada candidato fala de tecnologia e mais em observar quando essas referências se transformam em compromissos que poderão ser cobrados depois da eleição.
Foi com esse objetivo que produzimos no Laboratório Interdisciplinar de Inteligência Artificial para Métodos, Democracia e Sociedade um estudo que resultou no relatório “Quem tem um plano para o futuro digital do Brasil?”.
A análise reuniu 592 páginas dos programas de Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), registrados na Justiça Eleitoral. Nelas, 563 continham texto extraível, totalizando 168.906 palavras.
Identificamos 98 promessas relacionadas diretamente à tecnologia, IA, Ciência, educação digital ou soberania tecnológica. Cada promessa foi analisada segundo 5 sinais de execução: instrumento, órgão ou ator responsável, prazo ou etapas, financiamento e meta mensurável.
