O analista Bruno Soller, analista e sócio do Real Time Big Data, avaliou em entrevista ao WW que a tendência para as eleições presidenciais de 2026 é de um aumento nas abstenções.
Segundo ele, o clima político negativo, marcado por conflitos no STF (Supremo Tribunal Federal) e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), além de embates entre candidatos, favorece um cenário de menor comparecimento às urnas.
Para Soller, uma eleição marcada por um clima tão negativo tende, em tese, a elevar o índice de abstenções. “Uma eleição tão negativa como essa, em tese, a gente imagina que pode haver um pouquinho mais de abstenção justamente pelo clima. O clima é ruim”, afirmou o analista.
No entanto, Soller fez um contraponto ao citar as eleições americanas de 2024, que também foram marcadas por um clima absolutamente negativo, mas registraram um dos maiores índices de comparecimento. Segundo ele, o fator do medo em relação ao resultado motivou o voto naquele pleito.
Diante disso, o especialista disse que, partindo de uma premissa geral para o cenário brasileiro, a expectativa é de “um pequeno aumento da abstenção e uma diminuição dos votos válidos em relação à eleição anterior”.
O comportamento histórico da abstenção
Soller destacou a importância de se analisar como a abstenção tem se comportado ao longo das eleições brasileiras.
