A expectativa pela eleição presidencial foi ponto focal no mercado financeiro nas últimas semanas. Do início da campanha eleitoral até o último pregão antes do 1º turno, o Ibovespa acumulou alta de 15,2%.
Especialistas ouvidos pelo CNN Money apontam que este avanço se dá sob a expectativa de que o próximo presidente promova um ajuste nas contas públicas.
O ex-secretário do Tesouro e fundador da Oriz Parters, Carlos Kawall, explica que - apesar dos recentes cortes da taxa de juros - a Selic segue em patamar elevado devido principalmente à política de expansão de gastos, que pressiona a inflação.
Para ele, este é um dos fatores que mais pesam para os investidores na tomada de decisões.
“Se você tiver um reequilíbrio entre essas políticas, principalmente com uma política fiscal mais contracionista, os juros têm mais espaço para cair, e isso é o grande alimento para a bolsa de valores.“
Kawall aponta que a política conduzida com esforço pelo corte de gastos é associada, pelo mercado financeiro, ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).
“Na próxima segunda-feira, conhecido o resultado do primeiro turno, se nós tivermos, por exemplo, um cenário em que Flávio Bolsonaro apareça à frente do presidente Lula, isso provavelmente vai ser um evento de alta da bolsa”, afirma Carlos Kawall.
Mas o candidato de oposição também tem seus desafios. E o principal deles é a estabilidade política, outro valor fundamental para o mercado financeiro.
