Carteira de trabalho digital
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Para milhões de brasileiros, ter um emprego com carteira assinada significava contar com férias remuneradas, 13º salário, licença médica, aposentadoria e uma rede de proteção construída ao longo de décadas. Era um símbolo de estabilidade e segurança.
Hoje, há quem veja esse modelo de outra forma. Como mostrou o g1, ter um emprego com carteira assinada virou sinônimo de perrengue para muitos jovens. Para eles, tornou-se o retrato de quem acorda cedo e pega ônibus lotado por um salário mínimo.
Esse contraste também aparece, agora, nos programas de governo, nas declarações públicas e nas propostas dos candidatos à Presidência da República.
Enquanto alguns defendem a preservação e o fortalecimento da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), marco das relações trabalhistas brasileiras desde 1943, outros propõem criar regimes alternativos de contratação, ampliar a liberdade de negociação entre empresas e trabalhadores ou até substituir o modelo atual.
Agora no g1
Em resumo, assim se posicionam os candidatos mais bem colocados nas pesquisas:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende a manutenção e o fortalecimento dos direitos garantidos pela CLT.
Flávio Bolsonaro (PL) considera a CLT incompatível com as transformações ocorridas nas últimas décadas.
Augusto Cury (Avante) defende atualizar as regras trabalhistas diante das transformações do mercado.
Qual o futuro da CLT? Candidatos propõem mudanças e até alternativas ao modelo de carteira assinada
