Um “punhado” de ministros do Comércio do G20 rejeitou os apelos dos EUA para conter o excesso de capacidade industrial e as políticas não orientadas pelo mercado, informou nesta sexta-feira (2) o gabinete do Representante de Comércio dos EUA (USTR), revelando divisões dentro do grupo das principais economias do mundo.
A declaração da presidência norte-americana do G20, divulgada um dia após o encerramento de uma reunião sobre comércio em Milwaukee, também revelou que apenas dois países, México e Argentina, aderiram a uma declaração liderada pelos EUA que pede mais esforços e cooperação para eliminar das cadeias de abastecimento produtos fabricados com trabalho forçado.
A rejeição ocorre após a imposição, pelo governo Trump, de tarifas de 10% ou 12,5% sobre produtos provenientes de 59 países e da União Europeia, sob a alegação de que eles não aplicam adequadamente as proibições ao trabalho forçado.
A declaração do USTR não citou os países que se opuseram à declaração sobre o excesso de capacidade.
Mas a China já havia se oposto a uma declaração semelhante do G20 que denunciava o trabalho forçado e políticas econômicas não orientadas pelo mercado que levam a exportações excessivas, em uma reunião de líderes financeiros realizada há um mês em Asheville, na Carolina do Norte.
