A reforma constitucional para exigir que candidatos à Presidência do México renunciem a qualquer outra cidadania está avançando rapidamente para a aprovação final, apesar das críticas. A medida é apoiada pelo partido governista mas críticos veem violação dos direitos políticos e afirmam que o objetivo é impedir a candidatura de adversários da oposição.
A presidente Claudia Sheinbaum defendeu a iniciativa, que também se aplicaria a governadores estaduais e ao prefeito da Cidade do México, como uma salvaguarda contra interferências estrangeiras.
“Os presidentes do México só podem ter uma bandeira, uma pátria e um povo para defender”, disse Sheinbaum durante sua entrevista coletiva diária na quarta-feira.
Seus críticos, no entanto, afirmam que a medida cria obstáculos para políticos com dupla cidadania e pode dificultar a sucessão geracional dentro do partido governista Morena e de seus aliados, onde várias figuras possuem passaportes estrangeiros.
As mudanças constitucionais foram aprovadas rapidamente nesta semana pela maioria das 32 legislaturas estaduais do México, com o apoio de parlamentares do Morena e de sua coalizão, depois de passarem pelas duas Casas do Congresso Nacional. Agora, os parlamentares precisam emitir uma “declaração de constitucionalidade” formal antes que o texto seja publicado no diário oficial.
A atual Constituição mexicana não proíbe explicitamente que presidentes e governadores tenham dupla cidadania.
