A carne bovina brasileira passou a enfrentar uma tarifa total de 67% para entrar no mercado chinês, a partir desta quinta-feira. Essa cobrança inclui uma sobretaxa de 55% e uma tarifa regular de 12%, após o Brasil esgotar a cota de exportação prevista para 2026.
Impacto nas exportações
O limite de exportação deste ano era de 1.106.000 toneladas. Para 2027, a cota aumentará para 1.128.000 toneladas, mas o setor estima que esse volume possa ser atingido já nos primeiros meses do ano. Diante disso, frigoríficos e pecuaristas estão avaliando:
Antecipar abates
Realizar embarques para aproveitar a cota
Desafios com a União Europeia
A China é o principal destino da carne bovina brasileira, respondendo por mais de 40% das importações do produto no país asiático. Além da limitação tarifária imposta pelo governo chinês, a União Europeia também restringiu a importação da carne bovina brasileira até que o Brasil apresente protocolos de produção que comprovem a não utilização de antimicrobianos no crescimento do rebanho.
Reações do setor
Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, classificou como inaceitável a previsão de que o Brasil teria que esperar dois anos para retomar as exportações de carne bovina para a União Europeia.
