A OEA (Organização dos Estados Americanos) aprovou nesta 6ª feira (2.out.2026) uma resolução que exige da Nicarágua a libertação de presos políticos e a restauração das liberdades civis. O Brasil votou a favor do texto, mas registrou em nota de rodapé que não concorda com o enquadramento do país centro-americano como ameaça regional. Eis a íntegra do texto provisório (PDF, em inglês - 165 kB).
A posição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforça preocupação com a segurança regional e enfatizou que a definição de um país como “ameaça” está sujeita ao Conselho de Segurança da ONU.
O representante permanente do Brasil na OEA, Ricardo Belli, classificou as violações políticas na Nicarágua como “graves”. No entanto, expressou preocupação com a criação do que definiu como “pretextos colonialistas” para dominar países à força.
“Afinal, quem definiria quais atividades extra-regionais são malignas? E o que dizer das interferências intra-regionais em eleições democráticas e outros assuntos internos? Essas seriam benignas? A discussão seria infindável e daria margem à todo sorte de manipulação por parte daqueles que possuem recursos de poder, além de reviver a lógica ultrapassada da Guerra Fria, importando para a nossa região rivalidades geopolíticas que nada tem a ver com democracia e direitos humanos. Seja na Nicarágua, seja em qualquer outro país da região”, declarou.
