Dois dias antes do 1º turno das eleições presidenciais, o representante permanente do Brasil na OEA (Organização dos Estados Americanos), Ricardo Belli, exigiu a não interferência no pleito e pediu respeito à soberania nacional, termo usado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante consulta sobre a Nicarágua nesta 6ª feira (2.out.2026), o diplomata criticou o conceito de “paz pela força” -que é frequentemente invocado pelo presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano).
Belli mencionou o processo eleitoral ao rejeitar as atividades de países externos em nações das Américas e repetiu a frase de Lula na Assembleia Geral da ONU, afirmando que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”. Não mencionou os EUA diretamente, mas criticou o que definiu como “lógica ultrapassada da Guerra Fria”.
“Para alguns, pode até soar ingênuo invocar esses princípios aqui. A verdade é que, sem eles, teremos somente mais caos e instabilidade. A chamada ‘paz pela força’ é um lema que pode ter alguma ressonância em determinados círculos. Não acreditamos que nos convém, porém, a falsa paz que pressupõe a alienação da soberania nacional, o alinhamento automático com quem quer que seja e a resignação diante de qualquer intento de domínio colonial”, declarou.
O diplomata questionou ainda como seriam definidos os limites para a atuação de países de fora da região.
