eleitor indígena
Agência Brasil
O número de eleitores que se autodeclaram indígenas ou quilombolas no cadastro eleitoral aumentou no Pará para as eleições de 2026. Entre os quilombolas, o crescimento foi de 85% em relação a 2024, passando de 12.649 para 23.422 eleitores. Entre os indígenas, o total passou de 11.169 para 17.069, aumento de 52%.
Os dados fazem parte do cadastro da Justiça Eleitoral e são autodeclaratórios. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a identificação de etnia indígena e de pertencimento a comunidades quilombolas passou a integrar os dados biográficos coletados após a reabertura do cadastro eleitoral, em novembro de 2022. Como a atualização depende, em regra, de uma operação realizada pelo próprio eleitor, a inclusão dessas informações ocorre de forma gradual.
Na Terra Indígena Mãe Maria, em Marabá, cerca de 150 famílias devem participar das eleições. Para a liderança indígena Amix Topramre, o voto também é uma oportunidade de chamar atenção para demandas da comunidade.
“Tem muitas coisas que precisam ser olhadas com carinho. O território hoje é muito esquecido em termos de benefício”, afirma.
A busca por serviços públicos também está entre as preocupações de eleitores da comunidade quilombola de Macapazinho, em Santa Izabel do Pará.
A técnica de enfermagem Bruna Faro, de 29 anos, aponta segurança e educação entre as principais demandas.
“Aqui falta mais segurança, mais educação voltada para essa nossa realidade como quilombola”, diz.
Número de eleitores indígenas e quilombolas cresce no Pará nas eleições de 2026
