O dólar à vista fechou esta sexta-feira (2) praticamente estável, cotado a R$ 5,2165, com recuo de 0,07%. No último pregão antes do primeiro turno da eleição presidencial, a cautela predominou no mercado de câmbio. Ao longo do dia, a moeda oscilou em faixa estreita, entre a mínima de R$ 5,2006 e a máxima de R$ 5,2320.
O mercado operou com trocas de sinal durante a tarde e pouca amplitude nas cotações. Mesmo com a desvalorização global da moeda americana, o real não acompanhou integralmente o movimento externo.
No cenário internacional, dados mais fracos do relatório de emprego dos Estados Unidos reforçaram a leitura de que o Federal Reserve pode manter a taxa básica de juros inalterada neste mês. Foram abertas 29 mil vagas em setembro, abaixo da mediana de 85 mil das Projeções Broadcast. Após a divulgação, o real chegou a ganhar força e o dólar recuou para a faixa de R$ 5,20.
Mais tarde, porém, a moeda brasileira se descolou do ambiente externo e o dólar voltou a superar R$ 5,23 no início da tarde, em meio a ajustes de posições, segundo operadores. Nas últimas horas do pregão, a divisa rondou a estabilidade, enquanto o Ibovespa acelerava os ganhos.
Na semana, o dólar acumulou alta de 0,67% frente ao real. No mesmo período, moedas de países emergentes, como peso mexicano, peso chileno e rand sul-africano, perderam mais de 2%. O contrato futuro de dólar para dezembro operou em baixa moderada ao longo da tarde.
