A candidatura de Renan Santos à Presidência da República em 2026 pelo recém-criado partido Missão representa um movimento claro de reorganização do campo conservador brasileiro. Conhecido por atuar durante mais de uma década nos bastidores como coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), ele agora assume a linha de frente de um projeto que tenta apresentar uma alternativa à polarização política. Compreender o alinhamento desse grupo é fundamental para o eleitor mapear como as forças de oposição se dividem e disputam espaço no atual cenário democrático.
Da criação do MBL ao rompimento com o bolsonarismo
A trajetória política do candidato começa a ganhar tração nacional durante as jornadas de protestos de 2014 e 2015. Naquela época, o MBL se consolidou como um dos principais articuladores do impeachment de Dilma Rousseff, utilizando as redes sociais para mobilizar milhares de pessoas. O grupo defendia o enxugamento da máquina pública e o avanço da Operação Lava Jato, pautas que rapidamente atraíram simpatizantes insatisfeitos com os governos petistas.
Com a eleição de Jair Bolsonaro em 2018, o movimento chegou a apoiar algumas pautas econômicas do novo governo, mas a aliança durou poucos meses. Ainda no primeiro ano de mandato, os líderes do grupo romperam oficialmente com o então presidente, acusando a gestão de abandonar a agenda anticorrupção e de flertar com o autoritarismo.
