O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, enviou nesta sexta-feira (2) um ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no qual defende a apuração de eventuais fatos que envolvam integrantes da corte no caso Banco Master.
No documento, Fachin afirma que dará os “encaminhamentos devidos” assim que a Presidência do tribunal receber relatório ou conjunto de informações que apresente integralmente os fatos relacionados ao episódio, “sem exceção de pessoa”.
O ministro diz que vêm a público informações sobre a possível existência de dados, documentos ou indícios relativos a integrantes do Supremo em fatos investigados no âmbito do caso. Para ele, há “inequívoco interesse institucional” na apuração de “todo e qualquer fato relevante”.
“Sem prejuízo de procedimentos em andamento, cumpre-me esclarecer que, apenas chegue a esta Presidência relatório, expediente ou conjunto de informações dessa natureza onde tenham sido apresentados integralmente, sem exceção de pessoa, os fatos correlatos, serão dados os encaminhamentos devidos”, escreveu.
Fachin afirma confiar que a PF e o Ministério Público atuarão com independência, responsabilidade e rigor. Segundo ele, as investigações devem respeitar tanto a autonomia das duas instituições quanto às competências do próprio Supremo, de modo que “todos os fatos sejam devidamente esclarecidos, sem qualquer exceção de fato ou de pessoa”.
