O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cobrou nesta sexta-feira (2) “autocontenção” do Judiciário ao comentar o cancelamento do último debate entre os candidatos à Presidência antes do primeiro turno.
A declaração foi dada durante uma caminhada de campanha pelo centro de São Paulo, ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), na reta final da disputa pelo governo paulista.
“Quando as intervenções do Judiciário afetam o debate público, acabam interferindo no debate público, a gente tem um problema que é sério. A gente precisa refletir sobre isso”, afirmou Tarcísio.
O debate da TV Globo estava previsto para a noite de quinta-feira (1º), mas foi cancelado após uma sequência de decisões judiciais que alteraram regras previamente acordadas entre a emissora e as campanhas. A Globo afirmou que as determinações provocaram insegurança jurídica e representaram uma “interferência indevida” na liberdade dos veículos de imprensa para organizar debates.
Uma das decisões, da ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), impediu que a emissora mantivesse no cenário o púlpito vazio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já havia informado que não participaria do encontro. A decisão também impediu perguntas direcionadas ao candidato ausente. Segundo a ministra, a dinâmica poderia gerar desequilíbrio entre os participantes sem possibilidade de resposta do candidato que não estivesse presente.
