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Evelyn Hockstein/Reuters
Pela primeira vez, a América Latina considera a influência da China na região mais positiva que a dos Estados Unidos, segundo a pesquisa Latinobarómetro 2026, divulgada nesta sexta-feira (2).
A parcela de latino-americanos que avalia positivamente a influência chinesa passou de 48%, em 2020, para 65% neste ano. No mesmo período, a avaliação positiva da influência dos Estados Unidos caiu de 60% para 57%.
Apesar disso, os Estados Unidos continuam com uma imagem geral melhor na região. O país tem 63% de opiniões favoráveis, contra 59% da China.
Segundo Marta Lagos, diretora do Latinobarómetro, a mudança está relacionada, em parte, à menor presença dos Estados Unidos na região nas últimas duas décadas.
"Enquanto isso, a América Latina aprendeu a enfrentar as ondas do mundo. Aproximou-se de outras potências, da China, da União Europeia, do Japão", disse Lagos à AFP.
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A pesquisa aponta que a China ganhou espaço na região ao ampliar o acesso a produtos com preços mais baixos.
"O vazio que a China preenche é o dos bolsos, mais do que qualquer outra coisa", afirmou Lagos.
A pesquisa também cita o retorno de Donald Trump à Casa Branca, em 2025, como parte do contexto da mudança na relação dos Estados Unidos com a América Latina.
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