O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma que soube de uma preocupação de segurança envolvendo a Embaixada dos EUA e começou a atuar antes de Washington anunciar a suspensão de serviços consulares no país. A interrupção começou nesta 6ª feira (2.out.2026). Não há prazo para a retomada.
O governo trata como real a ameaça de segurança e não faz, por ora, ligação do caso com a eleição. A prioridade é proteger as instalações diplomáticas e as pessoas.
O Poder360 apurou que houve comunicação prévia entre os 2 governos, e as autoridades brasileiras passaram a apurar os indícios e a acompanhar o caso. A apuração segue em curso.
A natureza da ameaça também não foi detalhada. O governo brasileiro diz agir com base nas Convenções de Viena, que obrigam o país a proteger instalações e pessoal diplomático.
Sobre a retomada, tudo depende de a ameaça ser completamente mitigada. A decisão de suspender serviços e a de reabrir cabem exclusivamente à embaixada. O Brasil não pode recomendar nem interferir. O caso pode nem ser tornado público em caso de alarme falso ou de medidas tomadas a tempo.
A Embaixada da Austrália suspendeu os serviços seguindo a decisão dos EUA, mas afirmou não ter identificado riscos próprios -sugere uma medida preventiva ou de solidariedade.
Eleição
O governo não descarta nem confirma ligação entre o episódio e a eleição. A gestão trata a ameaça como real e avalia que não pode especular sobre uma eventual manobra.
