BRASIL - O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta sexta-feira (2) que o debate presidencial da TV Globo, cancelado na noite anterior após uma série de decisões judiciais que alteraram as regras do encontro, seria um “escárnio” contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Edinho também negou que a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tenha favorecido a campanha petista ao determinar mudanças nas regras do debate. Segundo o dirigente, a mesma magistrada não atendeu a um pedido de direito de resposta apresentado pela coligação de Lula contra propaganda eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL).
PT questionou regras do debate
Pelas regras inicialmente estabelecidas pela TV Globo e assinadas pelos representantes dos partidos convidados, um púlpito vazio com a identificação de Lula permaneceria no cenário, já que o presidente havia informado que não participaria do encontro.
Também estava previsto que os candidatos presentes poderiam fazer perguntas de 30 segundos ao candidato ausente durante uma das rodadas de tema livre.
Lula comunicou à emissora que não participaria do debate e, no mesmo horário, participou de uma entrevista ao podcast Flow, no Palácio da Alvorada.
Antes do programa, a coligação do presidente recorreu ao TSE para impedir a utilização dos mecanismos previstos para representar a ausência do candidato. O pedido foi atendido em decisão monocrática de Estela Aranha.
