A Embaixada da Austrália em Brasília foi fechada nesta sexta-feira, 2, por “preocupações com a segurança”, dois dias antes do primeiro turno das eleições brasileiras. O país também orientou seus nacionais a se afastarem desses locais e de áreas próximas.
A decisão ocorreu no mesmo dia em que os Estados Unidos suspenderam os serviços presenciais em sua embaixada e consulados no país e recomendaram que seus cidadãos evitassem as instalações diplomáticas americanas.
Para o advogado William Pimentel, diretor jurídico da ADESG-SP e especialista em Processo Penal pela Escola Paulista da Magistratura, a análise do episódio exige separar uma medida de cautela diplomática de uma eventual interferência política.
“A Austrália possui plena legitimidade para suspender temporariamente o funcionamento presencial de sua missão por razões de segurança, especialmente diante do dever de proteção das instalações e dos agentes diplomáticos previsto pela Convenção de Viena”, afirma Pimentel.
O especialista chama atenção, contudo, para a referência feita pela própria Austrália ao alerta de segurança norte-americano. O governo australiano informou que seus cidadãos também deveriam evitar a Embaixada dos Estados Unidos, os consulados e outras instalações diplomáticas americanas no Brasil.
O momento da decisão acrescenta uma dimensão política ao episódio.
