O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, Roberto Perosa, classificou como inaceitável a previsão de que o Brasil precisará esperar dois anos para retomar as exportações de carne bovina para a União Europeia. A declaração foi feita durante o Global Agrobusiness Forum, realizado em São Paulo, em resposta a informações apresentadas por autoridades do bloco europeu.
Contexto da declaração
A previsão de dois anos foi mencionada pelo chefe de auditorias da autoridade sanitária europeia, Eric Tevenar, durante uma audiência na Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu em setembro. Segundo o bloco, esse prazo é necessário para garantir a rastreabilidade completa do ciclo de vida dos animais, desde o nascimento até o abate.
Implicações para os fornecedores brasileiros
Os fornecedores brasileiros devem comprovar que não houve uso de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos bovinos.
A média de tempo para esse ciclo é de aproximadamente dois anos.
As exportações de carne foram suspensas em setembro devido a falhas no controle do uso de medicamentos.
Retaliações e comparação com a Argentina
Perosa sugeriu que o Brasil adote medidas retaliatórias, como a suspensão das importações de produtos europeus, caso a exigência de dois anos seja mantida. Entre os produtos mencionados estão o azeite e queijos franceses.
