A ação judicial movida pelo Vasco para garantir o uso do estádio do Maracanã no jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors foi temporariamente suspensa. A decisão partiu da Segunda Vara Cível da Capital, no Rio de Janeiro.
A paralisação ocorreu para evitar que duas demandas com a mesma finalidade tramitem simultaneamente. Segundo a juíza Adriana Laia Franco, uma Ação Popular de um torcedor vascaíno já contesta a negativa da concessionária em liberar o estádio.
Este processo inicial está sob análise da Quinta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça fluminense. O torcedor recorreu após ter uma tutela provisória inicial negada, e a suspensão da ação do Vasco busca evitar decisões contraditórias.
A magistrada Adriana Laia Franco explicou que, apesar de terem autores e argumentos jurídicos diferentes, os dois processos possuem o mesmo objetivo. Ambos buscam assegurar ao clube cruzmaltino o direito de atuar contra o Boca Juniors no Maracanã.
O principal propósito do Poder Judiciário é impedir possíveis conflitos decisórios sobre o mesmo litígio. Por isso, a medida protocolada pela SAF do Vasco ficará suspensa até que o Tribunal de Justiça analise o recurso da Ação Popular pré-existente.
A administradora do complexo esportivo, Fla-Flu Serviços, terá 48 horas para se pronunciar sobre o pedido de urgência do clube carioca. Somente após essa etapa formal o procedimento avançará, conforme o desfecho da segunda instância sobre o caso paralelo.
