Calid “Moita” Reis, coach da LOS Academy, explica ao Olhar Digital por que mecânica é apenas uma parte da formação de um jogador e fala sobre o papel dos treinadores, a importância do Tier 3, como na Liga GG, e os desafios de desenvolver novos talentos no Brasil.
Chegar às posições mais altas da fila ranqueada de League of Legends é difícil. Exige conhecimento do jogo, muitas horas de prática e, principalmente, habilidade para executar tudo isso dentro da partida. Mas se alguém consegue chegar lá, significa que está pronto para ser jogador profissional?
Não necessariamente.
Para Calid “Moita” Reis, coach da LOS Academy, um bom desempenho na Solo Queue (a fila ranqueada em que jogadores competem individualmente) mostra algo importante: aquele jogador tem uma boa mecânica. Em outras palavras, sabe controlar seu personagem, executar jogadas e utilizar individualmente as ferramentas que o jogo oferece.
O competitivo, porém, exige muito mais.
Transformar habilidade individual em desempenho dentro de uma equipe envolve comunicação, tomada de decisão, entendimento tático, disciplina e capacidade de aprender. É justamente nesse espaço entre jogar bem e estar preparado para competir que entram os torneios de base e o trabalho de profissionais que muitas vezes não aparecem durante uma transmissão.
Entre eles, o coach.
De jogador a treinador
A história de Moita no League of Legends também começou jogando.
