O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, anunciou nesta 6ª feira (2.out.2026) que, se for eleito, indicará um economista para o comando do Ministério das Relações Exteriores, em vez de um embaixador de carreira. A declaração foi feita em frente ao prédio do STF, em Brasília, onde Cury realizou um ato de protesto contra a TV Globo por ter ficado fora do debate que seria feito na emissora.
Inspirado na estrutura do governo dos EUA, Cury afirmou que pretende alterar o status da função diplomática para secretário de Estado, conferindo mais poder político e contratual ao cargo do que a do próprio presidente. O candidato citou os economistas Paulo Guedes e Armínio Fraga como exemplos para a condução econômica e defendeu a escolha de uma equipe técnica de destaque. Ele disse que se inspira na atuação de Henry Kissinger na política externa norte-americana.
Henry Kissinger foi secretário de Estado dos EUA (1973-1977) e conselheiro de Segurança Nacional (1969-1975), durante os governos de Richard Nixon e Gerald Ford. Ele se aproximou da China, buscou reduzir as tensões da Guerra Fria e participou das negociações de acordos sobre armas nucleares, em 1972.
“Vou chamar um grande economista para ser ministro das Relações Exteriores. Por exemplo, talvez, quem sabe, o Paulo Guedes; o Armínio Fraga para dirigir o Estado Nacional da Economia”, disse Cury.
