SÃO LUÍS - Uma pesquisa da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) identificou mais de 300 partículas de microplásticos no organismo de peixes da espécie pirapema pescados na Lagoa da Jansen, em São Luís. O estudo analisou 46 animais e encontrou resíduos plásticos nos organismos.
Os microplásticos são partículas formadas a partir da fragmentação de materiais plásticos maiores. Na lagoa, resíduos descartados de maneira irregular podem se decompor em partículas cada vez menores e permanecer no ambiente, afetando a qualidade da água e os animais que vivem na região.
A presença desse material nos peixes também está relacionada à chamada bioacumulação. O processo ocorre quando partículas presentes no ambiente ou em um organismo acabam sendo incorporadas por outro animal por meio da alimentação, fazendo com que os contaminantes avancem pela cadeia alimentar.
Microplásticos podem afetar animais da lagoa
De acordo com as informações do estudo, as partículas encontradas podem conter componentes tóxicos, criando condições desfavoráveis para a saúde dos animais que vivem na Lagoa da Jansen.
A situação preocupa ainda mais no caso da pirapema, espécie encontrada nas regiões Norte e Nordeste e apontada como ameaçada de extinção no Brasil.
Com a presença de microplásticos nos peixes, o consumo desses animais também passa a ser uma questão de preocupação ambiental e sanitária.
