A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foi escolhida pelo Ministério da Saúde para coordenar a Rede de Pesquisas da Bacia do Rio Doce, com estudos sobre a situação de saúde das populações expostas e dos territórios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão. A iniciativa será financiada com recursos do Fundo Rio Doce liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e abrangerá os 49 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo incluídos no Novo Acordo do Rio Doce, assinado no fim de 2024.
Segundo o BNDES, a primeira parcela dos recursos, de R$ 22,27 milhões, já foi repassada. Até 2028, as liberações destinadas ao projeto deverão totalizar R$ 66,8 milhões. Na condição de gestor do Fundo Rio Doce, o banco é responsável pela liberação dos valores para projetos aprovados pelas instâncias de governança previstas no acordo.
Vinculada ao Ministério da Saúde, a Fiocruz terá a função de implantar e operacionalizar a rede, além de garantir a integração e a articulação entre as instituições participantes. A proposta prevê o envolvimento de entidades científicas com experiência na área.
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Os estudos devem identificar, avaliar e ampliar a compreensão dos impactos à saúde humana relacionados ao desastre.
