O Ministério Público do Trabalho registrou 804 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho até o dia 1º de outubro de 2026, a três dias do primeiro turno das eleições.
São Paulo lidera o ranking com 109 registros, seguido por Minas Gerais, com 89 ocorrências, Rio de Janeiro, com 83, e Paraná, com 57. Os estados com menor número de registros incluem Tocantins (6) e Roraima (4).
Na comparação com pleitos anteriores, os números atuais são inferiores aos registrados em 2022, quando o MPT contabilizou 3.373 denúncias. Nas eleições municipais de 2024, foram registradas 903 ocorrências.
Apesar da redução relativa, a subnotificação continua sendo um fator de preocupação, já que parte significativa dos trabalhadores não reconhece as situações de assédio pelas quais passa.
Brasil tem mais de 158 milhões de eleitoras e eleitores aptos a votar
Eleições 2026: Entenda o que acontece entre a eleição e a posse
Vai votar fora da cidade? Entenda o que é voto em trânsito e regras
O que é assédio eleitoral?
De acordo com o Tribunal Superior do Trabalho, o assédio eleitoral é caracterizado por qualquer conduta que constranja, induza, influencie, restrinja, discrimine ou retalie o trabalhador em razão de seus direitos ou escolhas políticas.
O crime pode ocorrer de forma vertical (quando praticado por um superior hierárquico) ou horizontal, entre colegas do mesmo nível na empresa.
