A OEA (Organização dos Estados Americanos) aprovou uma resolução nesta sexta-feira (2) que pede que a Nicarágua liberte presos políticos e restaure liberdades civis.
A resolução aprovada na reunião de chanceleres estabelece a criação de um grupo para acompanhar uma série de demandas dirigidas à Nicarágua.
Somente sete de 32 países enviaram ministros das Relações Exteriores para a reunião convocada extraordinariamente para discutir a situação do país centro-americano. Os demais delegaram a participação a seus vice-ministros ou embaixadores.
O Brasil apoiou o texto, mas ressaltou em uma nota de rodapé que não compactua com o tratamento do país da América Central como uma ameaça. A diplomacia brasileira temia que a resolução pudesse abrir um caminho para ações coercitivas dos Estados Unidos, como ocorreu na Venezuela.
“O Brasil se distancia de qualquer tentativa, inclusive indireta, de caracterizar a situação na Nicarágua como uma possível ameaça à paz e à segurança regionais, cuja definição seria de competência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, nos termos dos capítulos pertinentes da Carta da ONU”, pontua o documento.
O país também ressaltou que repercussões da situação da Nicarágua em países vizinhos, como atividades ilícitas que afetem essas nações, devem ser “tratadas mediante o uso dos mecanismos disponíveis na OEA”.
