No ano da mulher rural na Organização das Nacões Unidas, o Brasil abre espaço para receber sugestões para a construção do Plano Nacional de Mulheres do Agro (PNMA), iniciativa inédita que pretende estruturar políticas públicas voltadas à participação feminina nas diferentes cadeias do agronegócio brasileiro.
O PNMA ficará dentro do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e foi elaborado pela área técnica da pasta. Uma das organizadoras, a auditora fiscal Andrea Parrila, afirmou que entre os objetivos estão reduzir as desigualdades de produtividade entre estabelecimentos geridos por homens e por mulheres.
De acordo com o Censo de 2024, 19% dos estabelecimentos agropecuários são liderados por mulheres. De acordo com Parrilla, se a desigualdade produtiva entre os gêneros diminuir, o PIB mundial pode ter um acréscimo de US$ 1 trilhão.
No caso do Brasil, o Plano é uma forma de apresentar solução prática de curto prazo, acrescenta a auditora durante a apresentação do documento no GAFFFF (Global Agribusiness Forum).
A expectativa é que as contribuições ajudem a consolidar a versão final do plano, cuja formalização por meio de portaria está prevista para novembro. Com a publicação ainda em 2026, a intenção é permitir que a implementação das primeiras ações comece já no início de 2027.
