O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), questionou nesta sexta-feira (2) ataques direcionados à ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Estela Aranha após ela proibir que a TV Globo exibisse o púlpito vazio reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate presidencial que seria realizado na quinta-feira (1º).
Em publicação nas redes sociais, Dino também cita as decisões de Kassio Nunes Marques - que determinou à Globo a participação do candidato Romeu Zema (Novo) no debate - e de Gilmar Mendes - que garantiu a presença de Renan Santos (Missão). Ele questionou o porquê de Estela ser a “mais atacada”.
“Por que a decisão judicial da única mulher (ministra Estela) é mais atacada do que a decisão dos dois homens (ministros Kassio e Gilmar)? […] a ministra Estela tratou sobre a existência ou não de uma cadeira vazia no cenário. Vale refletir”, afirmou.
Na publicação, Dino defendeu que a atuação de ministros na análise de disputas eleitorais é legítima e faz parte do funcionamento das democracias.
Segundo ele, a Justiça deve ser acionada para solucionar controvérsias, de forma independente, quando há conflitos sobre as regras do processo eleitoral, sem que isso represente, por si só, uma crise institucional ou uma posição política.
A ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu que a TV Globo colocasse uma cadeira vazia no lugar reservado a Lula durante o debate presidencial que seria realizado nessa quinta-feira.
