A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem atrelando a desistência de Flávio Bolsonaro (PL) no debate da TV Globo à tentativa de evitar um confronto com Renan Santos (Missão). O senador diz que a emissora sofreu “censura” e por isso decidiu não comparecer.
A avaliação em parte da campanha de Lula é de que Flávio poderia ser “blindado” pelos presidenciáveis que foram convidados oficialmente pela emissora ao debate. A autorização, do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, para a participação do candidato do Missão teria alterado este cenário.
Para o PT, a postura “bélica” de Renan teria potencial para desgastar o senador em horário nobre na TV, e isso teria pesado para a escolha do PL (Partido Liberal). A campanha de Lula tenta explorar o discurso de que Flávio “fugiu”.
Uma sondagem interna do PT indica que, na noite da quinta-feira (1º), as menções em redes sociais sobre o cancelamento do debate na TV Globo eram prejudiciais a Flávio. Os posts e comentários potencialmente negativos foram 91%, contra 6% de positivos e 3% de neutros, apontam.
O secretário de Comunicação do PT, Eden Valadares, afirmou em suas redes sociais que Flávio “sonhou que estaria entre amigos, xingando e mentindo sobre Lula, fingindo um debate de ficção contra uma cadeira vazia”.
“Como as decisões da Justiça o obrigam a confrontar os candidatos presentes, impõem a ele debater de verdade e não simplesmente lacrar para cortes de redes sociais, desistiu”, completou.
