O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) retorna do Rio de Janeiro para Brasília nesta sexta-feira, 2, e pretende ir à sede do Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar uma audiência com o presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Em carta aberta ao magistrado, Cury afirma que decisões recentes do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) “interferem na liberdade de expressão em relação ao último debate”.
A manifestação foi divulgada depois de a TV Globo cancelar o debate presidencial que estava previsto para a noite desta quinta-feira, 1º. Decisões judiciais tomadas horas antes do programa, que censuravam a realização do evento nos termos pré-acordados, representaram “uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm” de organizar o encontro entre os candidatos, segundo Cury.
Cury afirma que o debate seria uma oportunidade para que os eleitores conhecessem suas propostas. Na carta, cita uma pesquisa do Instituto Eurasia, segundo a qual somente 40% dos eleitores sabem que ele é candidato à Presidência. “O debate seria imprescindível para que mais pessoas conhecessem minhas ideias e meu projeto de Estado”, escreveu.
Cury menciona decisões de Gilmar e Estela Aranha
Horas antes do debate, a ministra Estela Aranha, do TSE, determinou que a Globo não exibisse o púlpito vazio de candidatos ausentes nem formulasse perguntas dirigidas a eles. A emissora havia previsto o recurso no formato do programa.
