A inteligência artificial está começando a fazer mais do que responder perguntas. Sistemas capazes de executar tarefas por conta própria foram tema do podcast Hard Fork, do The New York Times, que discutiu as propostas da Meta e da OpenAI para essa nova geração de ferramentas.
A mudança parece simples, mas tem consequências importantes. Quando um sistema passa a navegar pela internet e tomar decisões em nome de uma pessoa, entram em cena questões que vão muito além da qualidade das respostas: privacidade, segurança e controle.
Da resposta à ação
Um chatbot tradicional espera por um comando e devolve uma resposta. Um agente recebe um objetivo e pode cuidar de várias etapas para chegar ao resultado.
Isso muda a relação com a tecnologia. Em vez de explicar ao usuário como realizar uma tarefa, a IA pode assumir parte do trabalho. Quanto maior o acesso concedido, porém, maior também a responsabilidade envolvida.
Um sistema conectado a diferentes serviços precisa interpretar instruções, escolher caminhos e tomar decisões durante a execução. Se algo sair errado, o resultado pode ir muito além de uma resposta imprecisa.
Muse e Dots: propostas parecidas, focos diferentes
O podcast dá atenção especial ao Muse, da Meta. A ferramenta foi apresentada como um agente pessoal capaz de assumir tarefas e projetos, usando um computador dedicado na nuvem para atuar em aplicativos e na internet.
