O presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, negou que a ministra Estella Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), favoreça a sigla e reclamou da atuação da ministra em caso de fala distorcida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Opositores passaram a criticar Aranha por decisão em que proibiu a TV Globo de exibir um púlpito vazio com o nome de Lula no debate presidencial - que foi cancelado pela emissora. A ministra teve cargo no governo do petista.
Edinho disse que, caso a ministra não proibisse a emissora, haveria um “escárnio”. “Se Lula avisou há muito tempo que não iria, ao colocar uma cadeira e fazer perguntas para ele ausente, o debate deixa de ser um instrumento de confronto de ideias e passa a ser para constranger um candidato”, argumentou.
O coordenador-geral da campanha de Lula disse, contudo, que a atuação de Aranha prejudicou e irritou o PT nos últimos dias. Edinho reclamou que a ministra não concedeu direito de resposta após opositores distorcerem um discurso do presidente sobre exames ginecológicos.
“Vocês sabem que a fala foi deturpada […] Essa mesma ministra não julgou algo fundamental para nossa campanha, este nosso pedido, que era restabelecer a verdade. E se ela julgar hoje não não dará tempo de ter direito de resposta. Nossa irritação ontem era grande. E ela não analisou o nosso pedido sequer”, disse.
As falas de Edinho aconteceram em conversa com jornalistas nesta sexta-feira (2) na capital paulista.
