A eleição presidencial brasileira está chegando ao eleitor sem debates, e o judiciário é apontado como o principal responsável por esse cenário. A analista de Política da CNN Clarissa Oliveira avalia, ao Live CNN, que a situação expõe o ativismo eleitoral do judiciário.
Segundo Clarissa Oliveira, os últimos meses foram dominados por conflitos internos ao judiciário que, embora tenham a eleição como pano de fundo, também envolvem interesses dos próprios magistrados e discussões sobre denúncias de corrupção.
“A gente passou os últimos meses focados no conflito dentro do judiciário, um conflito que tem como pano de fundo a eleição, mas que envolve interesses também dos próprios magistrados, discutindo denúncias de corrupção”, afirmou.
Decisão judicial inviabilizou debate presidencial na Globo
O episódio mais recente e emblemático foi a decisão da ministra Estela Aranha que impediu a aplicação da regra do púlpito vazio durante o debate presidencial organizado pela TV Globo.
A emissora havia estabelecido contratualmente que, caso um candidato faltasse, seu espaço seria mantido vazio durante a transmissão, mecanismo tradicional para responsabilizar campanhas que se comprometem a participar e depois desistem. “A Globo queria fazer um debate presidencial sério e a justiça não deixou”, disse Clarissa Oliveira.
O Grande Debate: Embate interno no STF fragiliza processo eleitoral?
