No último domingo, 27, o Maracanã recebeu um dos principais eventos nos últimos anos com a primeira partida de NFL disputada na cidade do Rio de Janeiro. O jogo entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys foi um duelo eletrizante, decidido no último minuto. Diante de quase 73 mil pessoas nas arquibancadas, a equipe de Maryland venceu por 34 a 31. No entanto, além da presença dos astros, outro ponto também chamou a atenção antes, durante e após o confronto: o gramado.
A principal preocupação prévia ao evento era se o gramado iria aguentar a intensidade da modalidade, principalmente neste momento da temporada, quando o estádio já acumula uma alta carga de jogos consecutivos em meio a chuvas sequenciais.
A solução encontrada pelos gestores do Maracanã e da NFL foi a implementação do método stitching (costura, em inglês).
Controlada por computador e totalmente guiada a laser, uma máquina injetou fibras de polipropileno diretamente no solo, criando uma rede que se interliga com a grama natural. Essa intervenção de engenharia esportiva aumenta significativamente a estabilidade e a resistência da superfície para suportar o forte impacto físico dos atletas.
Após o fim da partida, a percepção que se teve, com base nos relatos de atletas e treinadores, é de que a solução funcionou. Brian Schottenheimer, técnico do Dallas Cowboys, comentou que o “gramado aguentou bem”. Em sua fala, ele elogiou o trabalho realizado pela liga e afirmou que o gramado não alterou o resultado do jogo.
