O Congresso da Espanha rejeitou a proposta apresentada pelo governo para tentar conter a crise habitacional que vem provocando protestos públicos no país.
Em votação nesta sexta-feira (2), a proposta foi rejeitada por 178 votos na Câmara Baixa do Parlamento, composta por 350 assentos.
A adesão do partido separatista catalão de direita Junts, antigo aliado do governo de Pedro Sánchez, ao posicionamento contrário da oposição foi determinante para a derrota. Os dirigentes justificaram o voto dizendo que as medidas acabariam por prejudicar o mercado imobiliário.
Os dois textos apresentados na terça-feira (29) pelo governo espanhol previam, entre outras medidas, a renovação automática dos contratos de aluguel ao final de sua vigência e restrições para o despejo de inquilinos em situação de vulnerabilidade.
O pacote também buscava combater os chamados "fundos abutres", definidos como grupos que adquirem imóveis a preços baixos para maximizar sua lucratividade.
Despejo de idosa de 87 anos intensificou protestos
Mulher despejada aos 87 anos poderá voltar para casa na Espanha
A idosa espanhola Maricarmen Abascal, despejada na semana passada do apartamento onde morava, poderá voltar à residência em que viveu por sete décadas.
Segundo disse nesta terça-feira (29) sua advogada, Beatriz Duro, Abascal recebeu uma proposta do fundo proprietário do apartamento, a UrbaGestión, para que ela volte a alugar a residência. Duro disse que a idosa aceitou o convite.
Congresso da Espanha rejeita decreto do governo sobre habitação
