A Ânima, grupo educacional com 25 marcas e 74 campi no Brasil, vem registrando crescimento consistente de receita mesmo diante de uma leve retração na base de alunos. O ticket líquido médio do ensino acadêmico core atingiu R$ 957, com alta de quase 10% no semestre, impulsionando uma expansão de 8% na receita total do grupo.
Durante entrevista ao programa “Números Falam“, Paula Harraca, CEO da companhia, explicou a dinâmica por trás dos números. “Estamos crescendo receita com o crescimento da atração”, afirmou, reconhecendo que houve uma queda de cerca de 3% na base de alunos em função do chamado “efeito cubeteira de gelo”, metáfora usada para descrever a convivência entre turmas ingressantes e veteranos de safras anteriores.
Ela menciona que a atração cresceu 8% de 2024 para 2025 e 6% de 2025 para 2026, movimento que vem recompondo gradualmente a base total.
A estratégia da empresa vai além do reajuste de mensalidades. Paula destacou que o crescimento do ticket reflete um enriquecimento da proposta de valor oferecida aos estudantes.
“Nossa proposta é ter cada vez mais uma experiência diferenciada de aprendizagem”, disse, acrescentando que o objetivo não é “vender diploma”, mas sim promover uma conexão direta com as competências que o aluno precisa para empreender e atuar no mercado de trabalho ao longo de toda a vida.
Combate à evasão e à inadimplência
Outro pilar da estratégia da Ânima é a redução da evasão e da inadimplência.
